[Júlio Dinis] ↠´ A Morgadinha dos Cannaviaes [futuristic PDF] Read Online ✓ globalintertrade.co.uk

[Júlio Dinis] ↠´ A Morgadinha dos Cannaviaes [futuristic PDF] Read Online ✓ Tendo escapado aos cl ssicos habituais da poca da escola, a Morgadinha dos Canaviais chegou mesinha de cabeceira por interm dio do grupo de leitura embora um pouco atrasado, eu sei E em boa hora chegou J lio Dinis tinha uma prosa bastante divertida, com v rios piscares de olhos ao leitor, quebrando frequentemente a quarta parede com coment rios jocosos que visavam, certamente, algumas personagens da poca Quanto hist ria em si, n o digo que seja muito original, dava para identificar os casais finais desde os primeiros cap tulos, mas ainda assim surpreendeu em algumas partes com mortes inesperadas O melhor foi, sem d vida, poder reconhecer, na sociedade do s culo XIX, v rios dos problemas que temos ainda hoje em dia, nomeadamente no que classe pol tica diz respeito.
Li o h muito tempo, apenas me lembro de me ter assustado com o tamanho do livro tinha na altura uns 15 anos , mas no final ter achado que tinha valido a pena.
A Hist Ria De Henrique De Souselas, Rf O Rico Residente Em Lisboa, Que Aborrecido Com O T Dio Da Sua Vida Citadina, Resolve Ir Repousar A Uma Aldeia Minhota Em Casa Da Sua Tia Doroteia A Se Restabelece E Conhece Madalena, A Bela, Elegante, Inteligente E En Rgica Morgadinha , E Apaixona Se Por Ela No Entanto, Este Amor N O Correspondido, Apesar De Todos Os Seus Avan OsRomance Publicado Em , Por Muitos Considerado O Expoente M Ximo De J Lio Dinis, Contendo Este Terceiro Romance Uma Componente Cr Tica Social, Que Visa O Fanatismo Religioso E O Clericalismo Hip CritaContornando Barreiras Sociais, As Mulheres De J Lio Dinis S O Fortes E V O Al M Dos Conceitos Sociais Para Procurarem O Amor Hist ria bem contada, personagens bem definidos, um narrador simp tico e uma escrita deliciosa Opini o em v deo Henrique is 27 For years, he enjoyed the good life in Lisbon, but now he finds it boring Lately he had been feeling the malaise, the inner void He reckons the hypochondria demon took over him Now he finds himself traveling in the north of Portugal, in Minho He s about to meet an old aunt She s aunt Doroteia who lives with servant Maria de Jesus They have been living together for a long time They are highly religious they pray often at their rustic house Henrique feels some discomfort with that house full of saints He didn t like the expression MARMANJ O , as well.
They found Henrique had a good looking As for the hypochondria, aunt thinks it is a mania , being sad for no reason Henrique totally disagrees A good night sleep makes a sort of miracle in Henrique s mood he is willing to wake up early in the morning and going alone for a stroll.
Curious person Henrique meets the head of the local postal office He s Sir Bento Pertunhas, a talented man with many jobs But mainly, one who would like to become an artist musician and who lectures Latin Surprisingly, though, Bento is very critical on that old language it s an awkward way of placing words and there are several too many ways for calling an object O TRAMBOLHO DA SINTAXE , it s written.
Things get evencurious and exciting when Henrique spots a young woman reading letters for those who request so Henrique has the chance of watching people s reactions to the letters content There are several types of letters Henrique just made a sketch of the scene Soon he ll get to know the lady s name Madalena Allow me to clarify that A Morgadinha dos Canaviais refers to one of the characters of the book, to beprecise, Madalena She s not necessarily always the main protagonist, though Her heart had been ticking for another one, as Henrique arrived to that quiet village of the north of Portugal And yet, she had a few lessons to teach to the city young man, arriving depressed.
The story is a perfect combination of cultural, moral and political and feeling elements, maybe all intersecting in this great change produced in Henrique who totally embraces the simplicity of the rural life and finds himself getting married to a shy girl, though, one who truly takes care for him, especially, after the accident he was victim The political life favors the father of Madalena, against all the odds He s sort of promoted in the end and keeps his family extended and happy The Philosopher is a strong personality as well like Madelena and Cancela who truly represents the old ways of health treatment in remote areas, versus the modern medicine Pertunhas is a sort of sham The purest soul yet reveals to be Augusto, a poor man, with no name or fame who, despite all calumnies, kept his secret love for Madalena until the very end thus being rightfully rewarded I ve been reading As Pupilas do Senhor Reitor 1866 and found A Morgadinha dos Canaviais 1868 a lot better Tudo o que Julio Dinis escreveu encantador, al m de retratar a sociedade da altura e os seus costumes.
J lio Dinis, revelou se aos nossos olhos com esta obra, como um prodigioso escritor Como uma escolha de palavras apurada, com descri es minuciosas e cativantes, com uma est ria bem arrumada e interessante, A Morgadinha dos Canaviais, tornou se numa obra de refer ncia na nossa biblioteca.
Face ao exposto, n o podemos deixar de aconselhar muito a leitura deste livro Apesar do tamanho, uma obra que se l com entusiasmo e satisfa o e um excelente exemplo do n vel elevado da literatura portuguesa do s culo XIX.
Filipe de Arede Nuneshttp bibliotecatransmissivel.
blogspRomance publicado em 1868, por muitos considerado o expoente maximo de Julio Dinishttp www.
Morgadinha dos Plano Nacional de LeituraLivro recomendado para as Novas Oportunidades, destinado a leitura aut noma Grau de Dificuldade III.
http www.
portoeditora.
pt produtos fO melhor de J lio Dinis est neste A Morgadinha dos Canaviais, romance dos mais lidos e apreciados nos pa ses de l ngua portuguesa Nele, o escritor advoga a tese segundo a qual a felicidade s existir no regresso ao campo e vida simples Todavia, n o deixa de estar presente uma forte componente de cr tica social, que visa o fanatismo religioso e o clericalismo hip crita Traduzindo seguramente o seu caso pessoal, J lio Dinis n o exclui o progresso industrial nem o desejo de bem estar material, mas deles encara apenas como vantagem aquilo que contribui para a ventura do homem no campo, sem lhe alterar absolutamente o modo de vida Por isso procura um compromisso, nem sempre poss vel de atingir, entre a ci ncia e a ingenuidade Mas f lo com tal generosidade que n o se estranha que o mesmo tema volte a ser abordado por outros escritores, como E a de Queir s n A Cidade e as Serras, ainda que com outro sentido e matiz.
Ferr o Katzenstein, Pref ciohttp www.
quidnovi.
pt 16 a morgadinh Henrique de Souzellas exactamente do tipo que eu gosto de adjectivar livremente de choninhas Hipocondr aco e convencido que desta vez o epis dio ser fatal, Henrique troca uma vida folgada na capital por uma bem mais modesta, numa remota aldeia minhota O seu debate contra a vida do campo, comparando a sempre injustamente com a civiliza o urbana, persegue o quase at conclus o do livro N o fosse desenvolver um outro tipo de interesse e, provavelmente, Henrique nunca se reconciliaria com a vida rural.
J lio Dinis mant m se fiel ao seu estilo, sendo bvias algumas semelhan as com personagens de outros livros de sua autoria, bem como com determinados enfoques de moralismo e ideologias Costumo gostar imenso tanto da composi o escrita de Dinis como das hist rias que nela encontro Infelizmente, A Morgadinha dos Canaviais a primeira vez que me fico apenas pela aprecia o da escrita N o simpatizei particularmente com nenhuma das personagens nem tampouco com o enredo que as interliga O final imprevis vel e o largo n mero de acontecimentos distintos tornam a leitura interessantee este livro l ter os seus pontos altos, mas no geral, A Morgadinha dos Canaviais , n o me fascinou.


Parece me que h sempre uma personagem que tem mais brilho, a meus olhos, nestes romances de J lio Dinis Desta vez, a pr pria Morgadinha dos Canaviais, Madalena Trata se de uma mulher criada na cidade, culta e elegante, mas estando a viver no campo, mostra se como , franca, honesta e leal, capaz de defender e at lutar pelos seus princ pios, pelos seus amigos e familiares No fim, capaz de lutar tamb m por si, pelo seu futuro, que at esse momento, parecia ser sempre secund rio, para ela.
A hist ria gira volta da fam lia do Mosteiro, Madalena, Cristina, o conselheiro, e dos seus amigos Henrique, Augusto, entre outros A mim at me parece que a personagem principal a pr pria aldeia, que caracterizada de forma aprofundada, pelo autor A sua paisagem, as suas gentes, a sua realidade pol tica, a influ ncia da religi o, o seu dia a dia, as pequenas hist rias de v rios dos seus habitantes, s o apresentadas pelo narrador, e concorrem para perceber o enquadramento, mas tamb m para compreender a ac o principal.
Neste romance, a corrup o pol tica e o fanatismo religioso s o temas importantes e que muito interferem na ac o principal.
Enfadou me um pouco mais do que os outros, porque algumas descri es foram demasiado exaustivas, no entanto, as suas 400 e tal p ginas n o impedem uma leitura r pida e absorvente N o sendo o meu preferido de J lio Dinis, foi uma boa leitura Porque n o achei piada a este Henrique de Souselas, todo ele queixumes, afectado e hipocondr aco, a primeira parte do livro n o foi l muito agrad vel Assim que J lio Dinis decide expandir e mostrar nos mais desta terra no Minho e dos seus habitantes, a hist ria ganha finalmente aquela qualidade que encontrei nos seus outros livros que torna a leitura um deleite O final feliz est mais uma vez garantido, mas n o me lembro de J lio Dinis ter sido t o implac vel nos outros dois romances que li, a morte de um personagem em particular foi especialmente penosa.