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Download Epub Format ↠´ A Relíquia PDF by ¸ Eça de Queirós Com Uma Insuspeita Verve Sat Rica, A Rel Quia Um Dos Mais Importantes Romances Do Escritor Portugu S E A De Queiroz Realista Do Final Do S Culo XIX, Queiroz Foi Um Dos Mais Importantes Escritores Da L Ngua Portuguesa, Autor De Livros Como Os Maias E O Crime Do Padre Amaro Em A Rel Quia Publicado originalmente No Jornal Brasileiro Gazeta De Not Cias, EmHAnos , Queiroz Une Ironia A Um Profundo Anticlericalismo Para Criticar O Exacerbado Catolicismo Portugu S This is a very odd book, but an interesting one, as anything by E a de Queiroz is bound to be I was inspired to read it when I saw some striking recent pastel illustrations of the novel by Paula Rego I have included a link to Rego s illustrations at the end of this review, but I d advise anyone thinking of reading The Relic to wait until they finish the novel before looking at them, as they contain one quite powerful spoiler.
This was my third novel by E a de Queiroz, after the magnificent The Maias 1888 , and the barely less magnificent The Crime of Father Amaro 1876 He really is one of the great nineteenth century novelists he is surely only not a household name because he came from Portugal, rather than France or England or Russia Twenty three out of twenty nine of the first page of reviews of The Relic on Goodreads are Portuguese language, which illustrates his limited international diffusion as a comparison, of thirty, first page Goodreads reviews of Flaubert s Un coeur simple, only one is in French The Relic is less formally accomplished than The Maias or The Crime of Padre Amaro or at least less unified and less clear in its aims As the translator of the Dedalus edition, Margaret Jull Costa, notes in her foreword, E a de Queiroz combines in a single novel two wildly stylistically differentiated narratives the witty, stinging, realist satire of the beginning and the end, set mainly in Portugual, and the extended, time travelling dream sequence, set in the Holy Land , two thirds of the way through, written in a lush, lyrical, faintly decadent vein, reminiscent for me of a writer like Gabriele d Annunzio or a painter like Leighton Flaubertian exoticism is Costa s term The novel was criticized when it first appeared for this disconcerting mixture Specifically, critics questioned whether a man as amusingly seedy and abject as the hypocritical anti hero Teodorico Raposo would be capable of having such a rich and resonant dream as that attributed to him in the novel The Relic s critics may have a point Costa s introduction mentions that E a de Queiroz had travelled in Palestine himself, and he presumably kept a travel diary which he drew on in the novel The sensibility through which the dream sequence, and the associated descriptions of phantasmagoric desert landscapes and a surreal, relic tourist Jerusalem, are filtered seems muchplausibly that of the writer himself than the hapless and banal Teodorico.
I m not too sure how much I minded the novel s stylistic disjunction in the end, though I did find the shifts disconcerting as I was reading The Lisbon set sequences are entertaining in their sly satire on bourgeois Catholic hyper piety and hypocrisy, in a manner reminiscent of The Crime of Padre Amaro and the lyric episodes in the pilgrimage sequence are enjoyable in a very different way, if you go with the flow Costa s translation reads extraordinarily well in both sequences, and her brief introduction is useful in terms of scene setting The Relic is a work that I find grows in stature in memory I finished it about a week ago and I ve been thinking about it since Beneath its satire, the novel contains quite an interesting and thoughtful meditation on Christianity, its history, and its moral message This element serves as a bridge between the two parts of the work, and it supplies a thematic unity that balances the stylistic disparities noted above I would say, on balance, that it is a highly experimental novel, rather than an obviously failed one My jury is out.
I enjoyed looking back at Rego s zestful and witty illustrations after reading The Relic, and I do think her relentlessly caustic reading captures something about the novel It s fun to have this antic, contemporary reading available, but I m not sure it fully captures the complexity of this surprising and thought provoking work.
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apollo magazine.
com revie Teodorico Raposo, rf o de pai e m e vai morar com sua tia Patroc nio, conhecida como Titi, uma mulher religiosa ao extremo e muito rica, que exige de Teodorico um comportamento religioso irrepreens vel, muito diferente do que era acostumado at ent o Muito interessado na heran a de sua tia, que deixar seus bens a algu m que mere a, e que seja do agrado de Deus, Teodorico far hipocritamente de tudo para conseguir tal feito.
Titi prop e a Teodorico ir em uma viagem Terra Santa, e que ele lhe traga uma rel quia, para que ela seja aben oada por todo o sempre.
De olho na heran a , e tamb m querendo divers o em outros har ns , Teodorico parte ent o parte primeiro para Alexandria, depois ilha de Malta onde ele conhece um grande erudito e historiador chamado Topsius, que ser seu consultor e praticamente um guia na Terra santa.
Na Terra Santa, Teodorico Fantasia uma Jerusal m do come o da Cristandade, onde est ocorrendo o julgamento de Jesus, e depois acompanha a crucifica o e a ressurrei o.
Teodorico vivendo essa vida dupla de religioso e pecador, louco por mulheres , consegue ent o v rias rel quias para sua Tia,como os pregos usados na arca de No , gua do Rio Jord o, a coroa de espinhos usadas por Jesus entre outras tantas Mas ser que durante todo esse trajeto , Teodorico , vivendo hipocritamente n o cometer nenhum deslize que ir desmascar lo Como adoro E a de Queir s, sua leitura me deleita, um grande prazer ler suas obras e esta n o poderia deixar de me encantar A Rel quia foi escrito numa fase em que E a j estava a afastar se do realismo e a entrar num per odo mais fantasista Teodorico Rapos o um debochado mulherengo que usa a beatice com o nico intuito de esmifrar a fortuna Titi a severa titi, a esverdeada titi, a fria, sovina, castradora, pudica titi, que n o morre nem abre os cord es bolsa verde inv lucro cobi ado e permiss rio de todas as ambi es de Teodorico Tarefa rdua, para mais Teodorico tem um rival de peso Jesus Cristo Perante a concorr ncia, Teodorico parte para Jerusal m numa viagem de peregrina o De l ir trazer titi a mais sagrada de todas as rel quias, ir amaciar a velha, deitar m o fortuna e viver em plenitude a devassid o apetecida.
Se na primeira parte impera o humor e a caricatura, ap s a viajem e chegada a Jerusal m, a narrativa entra num plano fantasioso um sonho, um regresso ao passado e Teodorico v se a acompanhar o julgamento, a condena o, o calv rio e a crucifica o de Jesus Cristo.
Aqui a leitura quer se lenta a habilidade descritiva transporta nos para a cidade, para as pra as, para os templos, desperta os sentidos envolve nos em cores e aromas, entramos nos ritos quotidianos e na viv ncia da hist ria que fundou o cristianismo.
O regresso a casa, saudosa Lisboa pauta se por uma sucess o de situa es caricatas e culmina com o suprassumo da ironia De todas as obras que li do E a, foi nesta que encontrei a cr tica mais evidente e parodiada ao catolicismo exacerbado e hipocrisia social.
Apesar dessa par dia, esta uma obra madura e filos fica que reafirma E a como grande pensador e grande escritor Homem de vasta cultura, dono de um vocabul rio admir vel do qual tirava partido como poucos bem poss vel que E a tenha sido vilipendiado pela Igreja, quer pela ridiculariza o de algumas pr ticas pouco cat licas envoltas em cinismo e oportunismo, quer pelo modo como desmistificou a divindade de Cristo e lan ou d vidas perante os princ pios fundadores das cren as religiosaso descarado hero smo de afirmar, que batendo na Terra com p forte, ou palidamente elevando os olhos ao C u cria, atrav s da universal ilus o, ci ncias e religi esTermina assim, com esta pertinente e reflexiva afirma o.
E todos sabemos como a hist ria da humanidade a pode autenticar.
E a zurze os beatos e os n o menos zurz veis falsos beatos que se prestam execr vel simula o da beatice para obter o favor dos beatos E f lo com ironia refinada.
Como dano colateral ou empreitada principal, n o se percebe ao certo, arrasa o Portugal oitocentista, tamb m ele decadente e desprez vel como s os beatos sabem ser.
Menos favorito para citar a melhor line do Bloodshot todo aquele trecho em que o Raposo al m de perceber quase todos os dialectos falados na Terra Santa sendo um tipo que ter aprendido, quando muito e qui mal, latim jur dico viaja no tempo Ainda assim, pela ofensa ao dogma da ressurrei o, vale todo e qualquer vago t dio causado ao bom leitor minha convic o que serei a primeir ssima pessoa a referir essa bela personagem Valiant numa cr tica a um livro do E a e sim, incho me de orgulho por ter pullado esse stunt.
Na Funda o E a de Queir s, em Tormes Eu arrisquei outra palavra timida A titi, verdade, tem me amizade A titi tem lhe amizade atalhou com a boca cheia o magistrado e voc o seu nico parente Mas a quest o outra, Teodorico que voc tem um rival Rebento o gritei eu, irresistivelmente, com os olhos em chamas, esmurrando o m r da mesa.
O mo o triste, l ao fundo, ergueu a face de cima do seu capil E o Dr Margaride reprovou com severidade a minha viol ncia Essa express o impr pria de um cavalheiro, e de um mo o comedido Em geral n o se rebenta ningu m E al m disso o seu rival n o outro, Teodorico, sen o Nosso Senhor Jesus Cristo Nosso Senhor Jesus Cristo E s compreendi quando o esclarecido jurisconsulto, j mais calmo, me revelou que a titi, ainda no ltimo ano da minha formatura, tencionava deixar a sua fortuna, terras e pr dios, a irmandade da sua simpatia e a padres da sua devo o Estou perdido murmurei A ironia do E a a maior preciosidade da literatura portuguesa Sempre que me apetece descontrair de uma leitura pesada sobre fome e afins pego num livro dele e delicio me s gargalhadas Mais uma vez, E a escreve sobre a hipocrisia da Igreja portuguesa e sobre a hipocrisia dos crist os portugueses em particular dos mais beatos Rio me sempre porque encontro espelhos de pessoas que conhe o incr vel como a mesquinhez beata portuguesa n o mudou muito desde o s culo XIXE ainda, quem quiser, um interessante v deo do Manuel Lu s Goucha Phttps youtu.
be v2uZtdoQ4s Teodorico Raposo, ou D Raposo, rf o e a viver em casa de uma tia rica e beata, finge se crente e beato para ganhar a fortuna da titi Corre todas missas, reza no altar de casa, faz jejuns e penit ncias, e nas horas vagas, debochado e s pensa em p ndegas, como diria o pr prio E a.
Um dia a titi manda o Terra Santa em busca de uma santa rel quia que lhe prove o seu amor a ela e a Deus, e que lhe cure os seus males de sa de Teodorico embarca, re ne uma s rie de falsas rel quias, pelo caminho mostra ser um completo ignorante, para al m de interesseiro e hip crita, e quando regressa, com a almejada rel quia, tudo lhe corre mal com muito humor, que E a satiriza, mais uma vez, a hipocrisia religiosa, mas tamb m as ambi es desmesuradas e mesquinhez de sentimentos.
E a de Queir s este considerat unul dintre cei mai de seama prozatori portughezi, fiind figura cea mai reprezentativ a realismului n Portugalia Autorul volumului este probabil personalitatea cea mai european a literaturii sale na ionale Portugalia, fiind o ar din Peninsula Iberic , a avut p n n ad ncul epocii moderne influen e religioase drastice, fapt pentru care volumul de fa , cu un caracter antireligios a fost propulsat pe primele locuri n v nz ri i a fost o prioritate pentru tipografiile comuniste.
Ac iunea fiind plasat n secolul al XVIII lea, descriind religiozitatea i societatea portughez , autorul i scrie memoriile caci da, este un roman memorialistic, scris la persoana I f r a avea prea mult tangen e cu metafizica, deci fiind un om practic i descriind lucrurile pragmatic Personajul principal, care se trage dintr o familie cu groase r d cini canonice, devine avid de bani i parvenit Un lucru interesant cred c e o mare calitate a unui om aceea de a recunoa te defectele i faptele sale din trecut, fapte de care n prezent nu mai este m ndru Oricum, el descrie ac iunea uzandu se de tactica memoriei afective, deci la o distan considerabil n timp Titlul n mare face referire la afacerile murdare ba cu p m nt de pe morm ntul lui Iisus , ba o a chie din crucea lui , ba un spin din coroana lui Critica este solemn deci mai este o critic i poate nou , cititorilor din secolul XXI, faptele descrise n carte ni se par lucruri cunoscute, n schimb, c r ile ca cea de fa au ajutat la progresul umanit ii, c ci dac nu erau umani tii Evului Mediu, ilumini tii Revolu iei Franceze eu am o teorie Revolu ia Francez n a fost marcat de c derea Bastiliei, ci de prezen a iluministilor n epoca , dac n ar fi existat apoi scriitorii romantici care aduc n discu ie istoria , iar mai apoi existen iali tii, nc am fi fost sub biciul Inchizi iei i eu aici nu a mai fi scris asta merg dup un principiu cauza efect , ci probabil a fi stat n Sf nta Biserica i m a fi rugat pentru sufletele arse pe rugMi au luat ochii c teva observa ii 1c ci, ntr adev r, n acest secol falnic, crucea apar ine mai mult bijutierilor dec t religiei 2 Sub orice z mbet luminos se afl un dinte cariat.
3 Toate acestea le pierdusem De ce Pentru c existase o clip c nd mi a lipsit acel neru inat eroism de a afirma care, b t nd n p m nt cu piciorul sigur sau ridic nd p lind ochii spre Cer creeaz , prin intermediul am girii universale, tiin ele i ReligiileFinal Andrei Tama ,18 noiembrie 2015 A Rel quia, uma obra prima c mica que merece ser redescoberta um romance de um g nio c mico absoluto, uma inven o que provoca o riso estrondoso.
O relato que Teodorico faz da sua busca sublimemente absurda na Terra Santa ao mesmo tempo uma s tira soberba e uma viagem espiritual perturbadora que transcende tanto as suas expectativas como as nossas Quem poderia esperar o tocante retrato de Cristo que se imp e na vis o de Teodorico Teodorico quer, desesperadamente, ser o benefici rio do testamento da rica tia titi e ela uma fan tica cat lica pouco racional Teodorico um desavergonhado delirantemente hip crita e ca ador obsessivo de mulheres, arqu tipo do falso devoto, o rf o sempre espreita de uma oportunidade para subir na vida Ele uma inven o deliciosamente c mica, n o tanto pelo estilo, mas pela obstina o, o que nos leva a admir lo pela sua vitalidade constante N o consigo resistir lhe de cada vez que finge ter devo o para agradar aos fetiches da tia, recompensa se com mais uma puta A titi um monstro sublime, cuja nica queixa de Deus ter cometido o erro de criar dois sexos Teodorico vive sobre o seu reinado de terror, porque um nico erro o deixaria sem heran a Devemos louvar E a de Queiroz como um mestre que, em A Rel quia, conseguiu o improv vel Uniu Voltaire com Robert Louis Stevenson num nico corpo, dando nos um romance genial e, ao mesmo tempo, uma s tira soberba, um triunfo liter rio nico Harold Bloom, G NIO Os 100 autores mais criativos da hist ria da literatura WTF 3 stars Wow, I beg to differ I really must say I Protest i loved loved loved the relic Are we talking about the same Relic E a s relic brilliant satire, the relic one of a kind a superb hysterical profoundly twisted shamelessly outrageous singularly disturbing devastatingly comic masterpiece very weird complex and humane I give it 5 stars and a half moon.